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OUTUBRO ROSA – CÃES E GATOS

O câncer de mama em cães e gatos infelizmente é um problema muito frequente na medicina veterinária. Muitas vezes atendemos casos quando não temos muito a ser feito, a não ser diminuir a dor e aguardar a morte.

Como em humanos é importante o diagnóstico precoce. Mas o tratamento é basicamente cirúrgico, então nós médicos veterinário sofremos com uma constante: o guardião decide “esperar pra ver o que vai acontecer”. Esta frase embuti um certo receio de perder o animal se decidido pela cirurgia, ou muitas vezes mitos que sugerem que o melhor é não operar, “por que se mexer ele espalha”.

Esperar quando falamos neoplasmas ou câncer de mama é a pior opção. Eles irão se desenvolver, rápida ou lentamente, mas irão se desenvolver e com isso o tratamento cirúrgico torna-se cada vez mais agressivo e muitas vezes não conseguimos ter as margens de segurança cirúrgica necessárias pela simples falta de pele para poder suturar e ter um pós operatório minimamente confortável.

Como em humanos neoplasmas ou câncer de mama de até 1 cm., independente do tamanho do animal, tem excelentes prognósticos, ou seja ótimas chances de cura completa. Como a frequência do câncer de mama aumenta após os 7 anos de idade do animal, este é um dos motivos para o receio do guardião em operar, no entanto é importante saber que ninguém sabe a idade que o nosso mascote irá morrer e se esperarmos teremos um tumor maior em um animal ainda mais velho.

É importante lembrar que a única forma de reduzir as chances de uma cadela ou gata desenvolverem câncer de mama a índices menores que 0,05% é a cirurgia de histerectomia total com anexectomia, que é a cirurgia que remove útero, tubas e ovário ANTES do primeiro cio.

No entanto após o terceiro cio a cirurgia de esterilização das fêmeas não tem mais influencia benéfica para reduzir o câncer de mama, neste caso faça um carinho na barriga do seu mascote, encontrando algum “caroço” por menor que seja consulte seu médico veterinário de confiança.

Texto de Edgar Cardoso